As paisagens do Senegal não serão as mais espetaculares, contudo há muitos anos que tinha nascido em mim um vontade imensa de visitar este país. Talvez a amizade de meus pais com um diplomata natural de Dakar tenha aguçado esse desejo.
O certo é que, no final de dezembro 2019, parti à descoberta da Petite Côte.
Sabia que não ia encontrar o mais belo país de África mas que algumas cidades tinham um valor histórico-cultural significativo. No Senegal descobri um povo fantástico, uma cultura diferente e a vontade de voltar e explorar, com mais tempo, o restante território.
No Senegal descobri toda uma cultura que me confrontou com um conjunto de questões e uma boa reflexão sobre o conceito de felicidade. Sim, é possível ser feliz com muito pouco.
O Senegal é banhado a oeste pelo Oceano Atlântico e tem fronteiras a norte com a Mauritânia, a leste com o Mali, a sudeste com a Guiné, a sudoeste com Guiné-Bissau e tem a Gâmbia encravada no seu território.
A população do Senegal é composta por cerca de 13 milhões de habitantes, sendo que a maioria reside em áreas rurais. Dakar, a capital, é a cidade mais populosa do país, com cerca de 3 milhões de pessoas.
A religião com o maior número de adeptos é o islamismo, praticado de uma forma peculiar, com base nos ensinamentos do asceta Amadou Bamba.
O Senegal está entre os 20 países do mundo com mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano e ali, muitas pessoas têm poucas perspetivas de um futuro melhor.
Um pormenor que me marcou significativamente foi o facto de não ter memória de pessoas idosas. A esperança média de vida é muito baixa (67,7 anos) e as taxas de mortalidade infantil e de analfabetismo são muito elevadas.
Curioso é que, num país francófono com uma média de anos de escolaridade de 3,1, o Português seja ensinado nas escolas àqueles que têm oportunidade de frequentar o ensino. Desenganem-se, contudo, se acham que poderão usar a língua de Camões para comunicar.
Cheguei ao Aeroporto Internacional Blaise Diagne muito cedo após um longo voo provindo de Istambul com escala na Mauritânia.
A aventura começou logo no transfer e cedo percebi que